Hora de reaprender a caminhar: G1 - Bem-Estar

 
 No processo de envelhecimento, perdemos flexibilidade, força e massa muscular, características que impactam a qualidade da caminhada. Estudos estimam que, entre os 40 e 80 anos, a velocidade habitual de marcha decresce de 9% a 11%. No entanto, há muito o que fazer para recuperar esses atributos e prevenir que o quadro se deteriore.

 
Essa foi o tema da minha conversa com a fisioterapeuta Luciana Mastandrea, coordenadora do Instituto Biodelta. Sua tese de mestrado em Ciências, pelo Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo, foi justamente sobre a marcha do idoso.

1) Quais são as características da caminhada de um idoso?
Prof. Ms. Luciana Mastandrea: A principal queixa dos idosos é a diminuição da velocidade da marcha na caminhada. Além disso, o centro de gravidade da pessoa vai mudando de posição. Quando andamos numa velocidade maior, a marcha tende a ser em linha reta. Quando a velocidade diminui, maiores são os desvios para longe da linha média e o tronco se inclina para a frente, o que pode afetar o equilíbrio. Como o comprimento do passo também diminui, o esforço é maior: é preciso dar um número maior de passos para fazer o mesmo trajeto que antes. É o que chamamos de cadência, ou seja, o número de passos por minuto. Isso leva a um maior consumo de energia, deixando a pessoa cansada. Aí ela passa a caminhar menos, num círculo vicioso que deve ser interrompido antes que se agrave.
 
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